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Sonangol avança em 2015 com licitação de doze novos blocos em Angola

Sonangol avança em 2015 com licitação de doze novos blocos em Angola - Lateorke Oil Gas

LUANDA - 2014/06/21 - A concessionária angolana Sonangol vai licitar no próximo ano doze blocos para exploração de petróleo offshore, que acrescem a outros dez em terra e já em processo de licitação, confirmou esta sexta-feira à Lusa fonte da petrolífera estatal.

 
De acordo com a mesma fonte, dos novos blocos a licitar em 2015, sete estão localizados na bacia do Namibe (Sul do país) e cinco na do Baixo Congo (Norte).
 
A confirmação deste novo leilão surge depois de anúncio idêntico feito pelo ministro dos Petróleos de Angola, Botelho de Vasconcelos, durante o congresso mundial do sector, que decorreu esta semana em Moscovo, na Rússia.
 
Enquanto concessionária nacional, a Sonangol é responsável por estes concursos e tem em curso o leilão de outros dez novos blocos nas bacias terrestres dos rios Kwanza e Congo, que podem representar mais de metade das reservas conhecidas de Angola.
 
O Executivo de Angola tem o objectivo de atingir uma produção diária de dois milhões de barris de petróleo no país com a entrada em operação de novos campos de produção e tendo em conta as reservas estimadas, de mais de sete mil milhões de barris.
 
Contudo, há vários meses que a produção tem apresentado quedas sucessivas, tendo o volume de petróleo exportado em Maio último - com base no cálculo das receitas fiscais - correspondido a uma produção diária de pouco mais de 1,46 milhões de barris por dia.
 
Nos últimos seis meses, Angola produziu cerca de 1,65 milhões de petróleo por dia, situação que tem sido explicada oficialmente com problemas de manutenção e ropturas em alguns campos.
 
As receitas fiscais com a exportação de petróleo de Angola desceram para 9,4 mil milhões de euros nos primeiros cinco meses do ano, menos 1,7 mil milhões face a igual período de 2013, segundo dados do Ministério das Finanças, consultados pela Lusa.
 
O crude representa 97 por cento das exportações e 80% da receita fiscal, mas a indústria petrolífera emprega apenas 1% da população.